quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Límpidas Gotículas

A chuva veio para lavar-me e levar as magoas guardadas comigo. Para renovar a força estabelecida em mim, que eu já não encontrava mais. E no meio da tempestade eu achava-me, encontrava comigo mesma, antes perdida nos turbilhões, não chuvosos, do mundo. 
Eu queria tanto que você não se fosse, mas isso é inalterável... A chuva lava teu caminho, purifica-o e auxilia-te a deixar-me. Ela, pelo menos, esconde minhas lágrimas, que são confundidas apenas com suas límpidas gotas garoantes.
Dentro dessa confusão eu tento entender os meus motivos de evitar-te, de preferir encharcar-me a te encontrar, de utilizar gotículas como desculpa, definir-me sem você... Parece longiguo o caminho para minhas inválidas respostas. Explique-me se puder, explique-me se for capaz: porque então não estou cá eu a correr para teu encontro, saborear o teu abraço, dedicando-lhe ao menos uma palavra amiga, uma última suplica singela? Porque estou aqui, parada, vendo-te ir, tendo ambos só uma companhia, a chuva? É isso... Sempre há de ser assim. Não é a primeira vez e talvez tema não ser a última... Quando se vão, e inevitavelmente sempre se vão, só me resta isso, a chuva.
Minha solidão... Eu devia ter ido até você, antes que se fosse. Eu sabia que talvez nunca mais o veria. Qual o meu problema? Eu deveria mesmo estar a chorar, lagrimejar... Mereço essa solidão, mereço toda essa chuva tempestiva sobre mim. Fiz minha escolha.
Mas eu vou aprender. Aprender a viver sem te ver todos os meus dias. Vou lembrar. Lembrar de nossos momentos. Vou correr. Correr toda vez que pensar ter te visto. Vou falar. Falar, quando puder, quando te ver, o que eu deveria ter realmente feito. Vou sentir. Sentir a cada dia o remorço de não ter feito e emoção a cada vez que te idealizar comigo outra vez. E vou... Eu vou... Vou fugir, apesar de tudo, apesar de todo sentimento, toda minha desolação, apesar de tudo que você marcou e representa para mim, apesar de tudo, vou fugir toda vez que te ver caminhando em minha direção, pronto para amparar-me, para segurar-me, para prometer-me o mundo, para resgatar-me da minha vasta e simploria solidão amiga, toda vez que eu sentir que poderemos ser de novo ambos um do outro, vou fugir. Vou fugir porque sei que mais uma vez poderás ir, se vai para um distante de mim, e assim levará, novamente, meu coração contigo. Sem me deixar nada além das lembranças e recordações de anseios vividos e despedidas não feitas.
E pela necessidade implacável do destino, com a sensação das grandes ventanias soltas, a chuva volta a despejar-se sobre mim. Vinda para lavar-me e levar as magoas guardadas comigo. Para que pudesse simbolizar o nosso "adeus" não pronunciado. Renovar a força estabelecida em mim, que eu já não encontrava mais. E no meio da tempestade eu achava-me, encontrava comigo mesma, antes perdida nos turbilhões, não chuvosos, do mundo.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Cometas e Estrelas

(Sem inspiração para escrever agora, então... Ei de pegar emprestado as palavras de um amigo meu... Talvez ele nem lembre, mas ele foi o autor desse texto, em seu formato original, mas agora será postado com as minhas alterações...)

"Há pessoas Estrelas. Há pessoas Cometas.
Os Cometas passam e retornam, muitas vezes apenas são lembrados pelas datas. As Estrelas quedam.
Há diversas pessoas Cometas: passam por nossas vidas por instantes. Não nos prende e a ninguém se prende. Pessoas sem amigos verdadeiros. Passam sem iluminar, sem aquecer, sem marcar presença efetiva. Existe diversas pessoas Cometas.
Assim são vários artistas. Brilham apenas nos palcos da vida e com a mesma rapidez com que aparecem, também desaparecem... Assim são vários 'reis e rainhas' de demasiados tipos: reis de nação ou rainhas de concursos. Assim são rapazes e moças que se enamoram e se deixam com grande facilidade. Assim são pessoas que vivem em uma mesma família e que só passam pelo outro sem marcar sua presença.
O importante deveria ser pessoas Estrelas: estar presente. Marcar presença. Estar junto. Ser luz. Ser calor. Ser vida. Amigos verdadeiros são Estrelas. Pode passar os anos, surgir a distância, mas a marca fica no coração. Coração esse que não quer enamorar-se de Cometas, conhecidos por atraírem os fogosos olhares passageiros.
Oh, Cometas... Um momento, passam, batemos palma e se vão... O ser Cometa representa não o ser amigo, mas sim o companheiro por instantes, às vezes zombando dos sentimentos alheios, aproveitando de situações. Aquele no qual se acredita e descrê, concomitantemente.
Solidão pode ser o resultado de uma vida, ou uma fase, Cometa... Não que a solidão seja de todo precária, mas com o tempo...
Ninguém fica eternamente. Todos passam. Nós passamos todo o dia... E passamos pelos outros. Talvez essa seja a necessidade de criar-se um mundo de Estrelas: todos os dias poder vê-las e senti-las. Poder contar com elas. Poder ver sua luz, seu calor... Assim são os amigos verídicos. Estrelas em nossa mera existência. Podemos contar com eles, saber que são presença. São aragem nos momentos de tensão. São luzes nos momentos de escuridão. São segurança nos momentos de desanimo. 
Olhando Cometas é bom não se sentir como eles, nem desejar se prender em sua calda. Olhando Cometas é bom sentir-se Estrela, marcando presença. Ter vivido e construído uma história pessoal. Ter sido calor para, mesmo que poucos, corações. 
Ser Estrela neste mundo passageiro, nesse mundo invadido de Cometas, é um desafio, mas, acima de tal, uma recompensa. É podem ter a sensação de ter vivido e não apenas existido."

(A imagem está de baixa qualidade, porque é um desenho meu...)

sábado, 5 de novembro de 2011

My Mind

Essa noite, que traz consigo temores escondidos em nossas almas desde criança, eu não irei voltar. Já não estou nesse mundo, tão opaco, em que você se encontra, de forma tão desvairada. Meu mundo? É utópico, mas ligeiramente apreciável. No meu mundo basta fechar os olhos, e viver. Nele é como gostaríamos que realmente fosse. As cenas vão. As cenas voltam. Ilusória mente, que precocemente, forma imagens que ganham seguimento.
Essa noite eu sonharei como um anjo adormecido. Esquecerei o que se pode passar ao meu redor. Não vou esquecer, somente não cogito pensar. Idealizarei como poderia ter sido. Como é. Como pode ser. Farei das circunstâncias, lembranças e dos anseios, a minha realidade.
Vou deitar. Vou pensar. Vou concentrar-me. Vou dormir... E aí sim vou sonhar. Nesses delírios, supostamente inconscientes, poderei ter uma chance, uma leve brisa de esperança, que ganha suavemente espaço, há de se levantar, e, aos poucos, tudo será como deveria ser.
E essas já são memórias tão reais, do que nunca realmente aconteceu. São flagrantes tão convincentes, do que nem ao menos ocorreu.
 
En mi mente yo vivo en mi mundo, porque traté de olvidar por un segundo que tu mundo se está alejando de mí!

   "Naturalmente está acontecendo  
    dentro da minha cabeça, mas 
     por que é que isto deveria 
  significar que não é verdadeiro?"



By: Jéssica Diniz

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Não Desista


Faz parte do meu perfil do orkut, que por sinal já está bem velhinho, porém não vem ao caso, o que importa é que não viria parar aqui, mas por uma sugestão: aqui está!

"Não desista de seus sonhos e não desista de si mesmo!
Cada sonho negado é um pouco de nós censurado...
Não desista de sonhar! Cada sonho que desistimos é um pouco da realidade que deixará de existir...
O medo de sonhar tira-nos o prazer de viver, porque os sonhos são frutos de nossa imaginação.
De viver o estranho, o diferente, o novo...
Muitos sonhos nos tornam grandes, muitos sonhos simplesmente se realizam...
Tudo o que somos surge com nossos pensamentos e com eles somos capazes de mudar o mundo...
Se você quer ser bem sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si mesmo...
O importante é como você se vê e pensa...
Faça de seus pensamentos a força de que está precisando.
Esqueça as coisas ruins e limpe a mente, acredite no sucesso total, não imagine obstáculos nos seus sonhos, pois estes são sem limites...
Sua vida só você vive, então viva intensamente...
Como diz aquela velha frase:
A vida é feita de desafios como uma linda peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance, ria e viva intensamente antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos..."

domingo, 9 de outubro de 2011

Clichê Involuntário

Para quem não sabe o que é clichê:  vem do francês "cliché" que seria o molde ou vulgaridade que a cada passo se repete com as mesmas palavras. Um chavão, lugar-comum. É, de acordo com um dicionário informal, uma expressão idiomática que de tão utilizada, se torna previsível. Com efeito banal. Desgastou-se e perdeu o sentido ou se tornou algo que gera uma reação ruim, algo cansativo, que não dá o efeito esperado ou simplesmente repetitivo.
Depois de explicado a formação etimológica da palavra, vamos a questionar: qual seria o chichê mais notorio na atualidade? Porque não os termos de baixo calão, mais conhecidos como "palavrões"? Sim, acredito fielmente que esses devem ser os clichês mais utilizados hoje em dia.
Porém... Não quero tratar aqui apenas de clichês. Como o título sugere: quero tratar de um "Clichê Involuntário". Porque clichê por clichê até meu nome é... rs's
Constato que há 3 palavras que por si só merecem o gran prêmio de chavão involuntário do ano, talvez não só do ano, mas... e essas são, ou derivados de tal, "Eu Te Amo"!
Já ficou tão batido ouvir e/ou falar isso que não causa o mesmo efeito. Nos tempos medievais eu acreditaria, sinceramente, se alguém me jurasse amor, até mesmo eterno. Pelo menos eles pensavam no que falavam, não é à toa que é do tempo antigo que vem os "grandes pensadores". Nos tempos remotos não sabemos nem se devemos acreditar no "eu gosto de você".  
Como já dizia Augusto, em "A Moreninha": "Sim! esse sentimento que voto às vezes a dez jovens num só dia, às vezes numa mesma hora, não é amor, certamente." Mas é assim que queremos acreditar. E é assim que o Amor é um clichê. Digo involuntário porque já não expressa reais sentimentos. Os termos de baixo calão pelo menos são sinceros, pode até ser que sejam só na hora da raiva, mas são em alguma hora.

Há aqueles que me digam que sou insensível, fria e que amo a ninguém, mas para 'amar' da forma que normalmente vejo as pessoas se 'amando' prefiro mesmo e com muito orgulho exclamar que sou insensível. O meu amor vai além... Não preciso contar-lhe... Não necessito insinuar-lhe... É favorável que apenas seja de forma sincera, e para isso basta-me sentir. Sentir da forma mais pura e discreta que um ser possa encontrar. Talvez em um sorriso, em um olhar... Apensar amar!  

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Uma Produção de Texto

Começou como Produção de Texto, a qual simbolizaria de uma forma geral e não só a visão do autor, mas agora escrevo esse texto diário aos alienados, e os envolvidos que me entendam!

"29 de Setembro de 2011

Querido Diário,

Hoje chegou ao fim o trabalho que tem tomado grande parte do meu tempo e, muitas vezes me impedindo de relatar-lhe, caro amigo, as histórias que me trarão saudades.
Não sei ao certo como me sentir: um alívio, por fim acabar, uma satisfação, pela sensação de trabalho cumprido ou tristeza, pelo sentimento vazio que agora toma conta de mim. Parece-me faltar algo.
Em 'Décadas' descobrimos como é possível pessoas se transformarem, mostrando um brilho e talentos antes inimaginados. Personalidades antes desconhecidas, colega, não só por mim, como também pelos companheiros de classe, foram aparecendo e ganhando seu espaço.
Perdi almoços, madrugadas de sono, finais de semana e... Até mesmo roupas. Ganhei aprendizado, amigos, sorrisos e aplausos. Tudo isso em busca de realizar, pelo menos, uma bela apresentação.
Ao subirmos ao palco e depararmos com todos alunos do primeiro ano, com aqueles brilhantes olhos empolgados, na plateia, prestigiando-nos e aplaudindo-nos, uma angústia e melancolia me tomaram por completo, transformando-se em lágrimas, as quais não pude controlar, pois percebi que há poucos meses quem estava ali sentada, aplaudindo, era eu. Nesse momento compreendi que tudo estava se acabando e que só restava pouco tempo para eu estar dando adeus a todas as sensações que este colégio me proporciona.
Fiquei estressada, com raiva, chorei, briguei, machuquei-me, superei-me, envergonhei-me, achando que nada disso daria certo. Mas no final, ao subir naquele palco e sentir que diversos corações pulsavam, e ainda pulsam, pelo mesmo objetivo, pude perceber que tudo isso valeu a pena. Faria todo esse sacrifício outra vez.

Obrigada por sempre me ouvir. Boa Noite!"

sábado, 20 de agosto de 2011

Renuntiare

Renuncio-lhe.
Não por ser mais fácil,
Mas apenas por ter que renunciar.

Renuncio-lhe.
Não por querer deixar-te,
Mas apenas porque tenho que deixar.

Renuncio-lhe.
Não por não me importar,
Mas apenas porque me importo demais.

Renuncio-lhe.
Não porque desejo teu sofrimento,
Mas apenas porque quero evitar o teu sofrer.

Renuncio-lhe.
Não pelo medo de permanecer,
Mas apenas pelo temor de não deixar-te ir.

Renuncio-lhe.
Não por não querer estar contigo,
Mas apenas porque é preciso que não esteja comigo.

Renuncio-lhe.
Não pela sua distância,
Mas apenas pela ausência da minha presença.

Renuncio-lhe.
Não por mera vontade,
Mas apenas por ser certo a fazer.

Acredito encontrar-me deveras bem - e equilibradamente mal - fazendo o certo, ou o que julgo, quem sabe desnecessariamente, ser. Mas apenas sei que renuncio-lhe para teu próprio bem e não espero que entenda, apenas saiba:

Renuncio-lhe,
Não por completo, porque não consigo.
Renuncio-lhe,
Em ti, não em mim,
Porque ainda te tenho onde jamais poderei controlar,
Para que simplesmente pudesse te...
'Renuntiare'!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Surto Momentâneo


Eu não quero que minha vida passe, sem mim. Também não quero alguém decidindo minha vida, por mim.
Se fui criada para o mundo, deixe-me ir em direção à ele.
Eu sempre pensei grande, eu tenho sonhos simples. Eu vivo nas alturas, eu não tiro os pés do chão. Eu não lembro muito dos meus sonhos depois que me desperto, eu sonho acordada. Eu adoro falar, eu falo sozinha. Eu brinco de bonecas, eu jogo futebol. Eu gosto de matemática, eu adoro literatura. Eu faço parte de um grupo, eu sou uma exceção. É tão complicado, e simples. Tão difícil, e fácil. Tão anormal, e normal. Tão sem graça, e engraçado. Ao mesmo tempo tão igual, mas tão diferente... Onde eu me encaixo? Será que eu me encaixo? Com toda sinceridade não sei ao menos se quero me encaixar.
Não é correto ser falsa, mas, se não for da minha vontade, eu farei, porém com o sorriso emitido de minha face não sendo o mais verdadeiro e sensato.
Tenho uma estrela embutida na alma, que talvez ocupe o coração. É o preço que tenho que pagar. Quero brilhar, parece uma necessidade. Quero brilhar, da minha maneira. Quero me tornar importante, lembrada e renomada... Mas fazendo, corretamente, o que eu gosto.
Desculpe-me, mas eu vou... Eu tenho que ir... E não há motivos para se preocupar, eu hei de voltar! Mas, quando eu for, já para não mais voltar, quando eu for, para o plano transcedental, ainda assim estarei ao vosso alcance...
Quando tal hora chegar, peço-vos que avisem os astrónomos: mais uma estrela emanará teu brilho no céu!



"Não peço para ser Entendida, nem ao menos 
 Compreendida... Quero apenas ser Ouvida!" 

By: Jéssica Diniz

terça-feira, 14 de junho de 2011

Tantos Machucados

"Tão fria. Tão grossa. Tão seca. É assim que ela se torna depois de tantos machucados.
Mas... O que fazer quando você sente que teu mundo está a desmoronar? O que fazer quando nada mais parece lhe fazer sentido? O que fazer quando teus próximos não gostam de teus próximos? O que fazer quando você acorda e tem vontade de voltar a dormir, dormir para 'sempre'? O que fazer quando até a chuva parece cortar tua pele? O que fazer quando qualquer palavra mal colocada te faz 'sangrar' mais do que uma facada bem direcionada? O que fazer quando tuas lágrimas escorrem sozinhas? Ou já não escorre por escassez de tais?
Como agir? Como reagir? Ou melhor: porque reagir? A morte só é mais uma etapa da vida e ela, apesar de ser feita de encontros, obtém inúmeros desencontros... Quero reagir. Mas a dor é mais forte. É agonizante. O sangue escorre. Tuas palavras... Todas as palavras, já não doem tanto. O sangue continua a escorrer. Alívio. Enfim acredito encontrar a felicidade!"


(Isso que ocorre por não ter Simples Motivos Para Continuar... Ela devia ter lido meu blog... rs's. Sim, eu já entendi: eu sou louca, escrevo sozinha, debatendo um 'fato' que eu mesma escrevi, na leve ilusão que alguém venha a passar os olhos no que aqui vos digito... Mas pelo menos eu sou Positivista! rs's)

sábado, 28 de maio de 2011

Dicas de Amiga

  • Não queira se matar por não ser feliz completamente. Aposto que já te explicaram que perfeição não existe.
  • Muitas vezes continuamos correndo atrás da felicidade nos caminhos pelos quais ela já se estinguio.
  • Amamos aquilo que imaginamos, projetamos, idealizamos, construimos ilusoriamente, que pensamos ser verdade e que, às vezes, não paramos para conhecer. "Já não sofro, já não brilhas, mas somos a mesma coisa. (Uma coisa tão diversa da que pensávamos que fôssemos)"
  • Apaixone-se e seja correspondido por "vontade" e não porque foi vencido pelo cansaço, pelo tempo.
  • "Os opostos se atraiem", mas diferenças básicas pequenas, probabilidades de conflitos menores.
  • Se não lhe agrada, não engane. O mesmo pode voltar para você.
  • Seja você mesmo, não mude para satisfazer alguém. Seja lá quem você queira impressionar, ela tem que gostar de quem você é, não de quem finge ser. Se ela não te aceita como é, é porque ela não te aceita.
  • As regras são feitas no começo do jogo. Durante, se perde momentos. No final, não adiantam mais.
  • Não renuncie algo que seja muito importante para você com o objetivo de conseguir afeto. Se no relacionamento vai perder parte de si mesma, saiba que isso não é uma relação, é um roubo.
  • É melhor findar com quem você chama de "vida", do que começar a perder a sua. Porque, certamente, isso não seria amor, já seria obseção.
  • Não perca tempo. Ele passa, a vida e os momentos também. E o que é ao vivo não volta mais.
  • Não acredite em toda e qualquer "melodisse" que ouvir. Afinal, agradar ganha pontos.
  • Relações não devem ser baseadas em sofrimento ou dependência.
  • É substituição: deixou outra por você? Não se surpreenda se voltar para o banco. Acontece.
  • Quem ama sofre de qualquer maneira: calúnia. Não é preciso sofrer para amar, se não todo mundo seria masoquista.
  • Saudade é o preço que se paga por viver momentos inesquecíveis.
  • Se uma pessoa é seu chão, aprenda a flutuar. Pois se seu chão for em muitieramá, cair você não cai.

domingo, 10 de abril de 2011

Saudades!?

"Ah que saudade que tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os tempos não trazem mais..." E assim como os poetas, todos nós sentimos saudades, mas o que realmente é a saudade?
Seria a falta de algo que se precisa, ou apenas a vontade de ter alguém perto, ou fazer alguma coisa?
Saudade pode ser a palavra que utilizamos para designar algo abstrato, sentimento que nos aflige pela falta de algo ou alguém, sensação que isso te provoca, a necessidade de sua presença para nossa satisfação emocional. Uns dizem que quando tentamos dormir e não conseguimos, quando deitamos e escutamos a voz de alguém especial e temos um vazio no peito é sinal de paixão, mas porque não pode ser simplesmente, no sentido mais irônico, porque não há nada de simples nisso, saudade?
 Talvez saudade possa ser viver da vontade, um sentimento intenso de ter vontade de reviver o que já se foi, reviver os momentos que o tempo não conseguiu apagar.
 Ficar sonhando acordado... Um sonho já sonhado.
 Saudade pode ser o que está fora de alcance, longe dos nossos olhos, mas que está perto do pensamento e mora dentro do coração.
 Pode ser o tempo que não volta, o tempo que não chegou a passar, o dia que não acabou.
 Saudade pode ser a dor do afastamento, a dor de não ter, a dor de não ver, a dor de não sentir.
 Saudade pode ser o que se foi, mas não partiu.
 Pode ser um caminho percorrido à muito tempo e uma estrada longa que o coração percorre todos os dias.
 Saudade pode simbolizar uma vírgula, um ponto de interrogação, exclamação, reticências ou até mesmo um ponto final nos nossos textos ou pode vir a ser cada um destes símbolos, em um parágrafo, sentença, oração, frase ou página desses nossos textos, desses nossos textos da vida.
 Esse sentimento, monumento abstrato, desejo do coração, que já não nos permite viver em paz, de mil e uma facetas pode tanto destruir-nos como pode vir a calhar... Mas já não importa. O que interessa é que essa angustia só aumenta, a cada batida do relógio, a batida da saudade que oscila entre você e o tempo transcorrido e me leva ao desconhecido da consciência, migra-me a Terra dos Sonhos. É que seu rosto esconde-se por detrás das minhas figuras próximas. É sua imagem que reflete em minha mente com a capacidade de imergir-me no meu mar de sonolência da realidade nítida. E são as lembranças que me fazem querer que os momentos bons sejam sempre déjà vus... A vontade que segue incessante em minha ilusória criatividade mental é a de acabar com esse medíocre sentimento que me impeli a suportar o que eu mesma já sinto não ser possível, mas é aí que a reflexão joga-me na face que não tenho forças para arruinar algo tão forte que nos conecta, conexão que me permite não precisar entender tudo que ocorre por fora, pois tudo ocorre dentro de nós mesmos. 
Na nossa centrada mente egoísta, nossa saudade é sempre a maior, pois é nossa, é aquela que temos o desprazer de sentir, então... Minha saudade agora é a maior, assim como a sua, e está, meu caro leitor, aí do outro lado da tela, com você, que me ajudou e inspirou a escrever. Obrigada por tudo!


By: Jéssica Diniz & Renan dos Santos (http://renansantosg.blogspot.com/)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Medo

Medo: a perturbação resultante da ideia de um perigo real ou aparente ou da presença de alguma coisa estranha ou perigosa, um pavor, um receio, uma fobia, um temor, susto ou terror, uma apreensão, um receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável. O sentimento inquietante que se tem diante de perigo ou ameaça. A ansiedade diante de uma sensação desagradável, talvez uma possibilidade de fracasso ou uma atitude covarde.
No meio de nós, em nossa sociedade, há pessoas com os mais variados e estranhos ou normais tipos de medo. Existe aquelas com medo do escuro; medo de lugares apertados; medo de altura; medo da solidão; medo de não concretizar os sonhos; medo de ser infeliz; medo dos mais diversos animais; medo das próprias pessoas; medo do presente ou do futuro; o medo da morte; etc... Pode-se dizer, de uma forma geral e generalizada, que somos uma sociedade medrosa e não vejo uma forma de ser diferente.
Agora, fugindo um pouco aos meus padrões de escrita, relatarei, explicitamente, algo sobre mim. Parando para analisar, percebo que não obtenho os medos descritos acima e muitos outros normais de se encontrar por aí, pelo menos não tão forte. Mas, porém, contudo, entretanto... eu tenho um medo que talvez seja ainda pior. Meu maior medo é de sentir Medo. Saber que ele pode te impedir de tentar, o problema nem é a parte de impedir de conseguir, mas sim de tentar...
Aconselho a todos os "medrosos" de plantão que enfrentem seus medos. Sei que só falar é fácil, mas pensem comigo: a vida nos leva a diversos caminhos e em alguma hora dela vamos nos deparar com algo realmente assustador para nós e talvez o único caminho seja este, passar pelo obstáculo, e quanto mais cedo o superarmos, mais cedo nos veremos livres para desfrutar as vertigens dos caminhos da vida.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Conto de Fadas

(A minha "incrível" capacidade de começar escrever algo e postar semanas depois atuou novamente... Acredito que às vezes eu esqueço que comecei um texto e parto logo para outro rs's)

 Contos de Fadas podem até ser que venham a não existir, mas é o sonho de muitas pessoas viverem um.
 Não sou do tipo de garota que espera o príncipe encantado descer de um cavalo para lhe buscar (até porque os príncipes moram muito longe do país em que moro), mas também não sonho, como é de esperar de qualquer pessoa sã, com qualquer um (principalmente porque "qualquer um" não me parece ser uma boa pessoa). Mas Contos de Fadas não se resumi nisso, de encontrar seu príncipe/princesa e viverem felizes para sempre...
 Apesar de disserem por aí que Contos de Fadas não existem, pense bem: o heroí ou heroína, os protagonistas dos contos, tem de enfrentar grandes obstáculos antes de triunfar contra o mal... E não é isso que fazemos? Enfrentamos "todo dia" algo que podemos nomear de obstáculo para tentar ser feliz a nossa maneira. Pelo que vejo não há muita distinção do real e do fictício. Não precisamos estar em um mundo de fantasias para viver nossos sonhos!
 Assim, com os contos de fadas, me lembro de sonhos de crianças, que, por opinião própria, não devem ser negados, não devemos desiludi-los, pois não ganharíamos nada, absolutamente nada, com tal "proeza"... São apenas crianças que sonham com um mundo perfeito, onde "tudo" que querem realiza-se, onde vivem intensamente para "sempre", onde brincam alegremente e onde o mal não é tão mau... Elas sorriem, elas desejam o bem, elas simplesmente sonham, coisa que muitos esquecem quando acham que "cresceram".
 Lembrei-me de sonhos infantis, porque, afinal, acredito que Contos de Fadas podem ser muito bem comparados com Sonhos de Crianças: podem não ser reais, mas acreditar não custa nada e quem sabe, talvez, sonhos consigam se transformar em realidade, basta acreditar!



"Quando a imaginação é melhor que a realidade tudo o que você pode fazer é imaginar uma realidade melhor (...) Ouse sonhar sua vida"
(A Menina no País das Maravilhas)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Diário

 De acordo com um dicionário, diário é aquilo que utilizamos, caderno, livro, para registrar diária ou quase diariamente os acontecimentos de nossa vida, nossos pensamentos... Registrar o que se sucede entre o sol nado e o sol posto.
 Na maioria das vezes no diário não consta tudo que ocorreu no dia, aposto que as "coisas tensas" as pessoas não escrevem, pois não querem se comprometer depois.
 Eu não sei para você, mas para mim diário não funciona. Idealiza comigo: são seus segredos... Se você fala, conta eles para alguém ainda tem como mentir e dizer que "nunca" falou, mas ai vai um santo cidadão e inventa isso de escreve-los, poxa, como fingir que não é verdade sendo que está ali escrito. Ah, sei lá, mas eu não confio muito em escrever em um diário.
 Acredito que eu deva ser "traumatizada" assim com diários por já terem lido o meu... Mas, na verdade, eu não fiquei traumatizada não, pois não tinha nada de muito útil ou comprometedor lá, já espera por isso, minha mãe é "impossível" ...rs's
 Na verdade, acredito que isso de eu não gostar de diários é porque eu goste de segredos, principalmente quando se trata dos meus. E se for, realmente, para ficar relatando fatos farei isso com as paredes, pois como dizem por aí: "as paredes tem ouvidos"... Mas "nunca" me disseram que elas tinham bocas!