domingo, 10 de abril de 2011

Saudades!?

"Ah que saudade que tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os tempos não trazem mais..." E assim como os poetas, todos nós sentimos saudades, mas o que realmente é a saudade?
Seria a falta de algo que se precisa, ou apenas a vontade de ter alguém perto, ou fazer alguma coisa?
Saudade pode ser a palavra que utilizamos para designar algo abstrato, sentimento que nos aflige pela falta de algo ou alguém, sensação que isso te provoca, a necessidade de sua presença para nossa satisfação emocional. Uns dizem que quando tentamos dormir e não conseguimos, quando deitamos e escutamos a voz de alguém especial e temos um vazio no peito é sinal de paixão, mas porque não pode ser simplesmente, no sentido mais irônico, porque não há nada de simples nisso, saudade?
 Talvez saudade possa ser viver da vontade, um sentimento intenso de ter vontade de reviver o que já se foi, reviver os momentos que o tempo não conseguiu apagar.
 Ficar sonhando acordado... Um sonho já sonhado.
 Saudade pode ser o que está fora de alcance, longe dos nossos olhos, mas que está perto do pensamento e mora dentro do coração.
 Pode ser o tempo que não volta, o tempo que não chegou a passar, o dia que não acabou.
 Saudade pode ser a dor do afastamento, a dor de não ter, a dor de não ver, a dor de não sentir.
 Saudade pode ser o que se foi, mas não partiu.
 Pode ser um caminho percorrido à muito tempo e uma estrada longa que o coração percorre todos os dias.
 Saudade pode simbolizar uma vírgula, um ponto de interrogação, exclamação, reticências ou até mesmo um ponto final nos nossos textos ou pode vir a ser cada um destes símbolos, em um parágrafo, sentença, oração, frase ou página desses nossos textos, desses nossos textos da vida.
 Esse sentimento, monumento abstrato, desejo do coração, que já não nos permite viver em paz, de mil e uma facetas pode tanto destruir-nos como pode vir a calhar... Mas já não importa. O que interessa é que essa angustia só aumenta, a cada batida do relógio, a batida da saudade que oscila entre você e o tempo transcorrido e me leva ao desconhecido da consciência, migra-me a Terra dos Sonhos. É que seu rosto esconde-se por detrás das minhas figuras próximas. É sua imagem que reflete em minha mente com a capacidade de imergir-me no meu mar de sonolência da realidade nítida. E são as lembranças que me fazem querer que os momentos bons sejam sempre déjà vus... A vontade que segue incessante em minha ilusória criatividade mental é a de acabar com esse medíocre sentimento que me impeli a suportar o que eu mesma já sinto não ser possível, mas é aí que a reflexão joga-me na face que não tenho forças para arruinar algo tão forte que nos conecta, conexão que me permite não precisar entender tudo que ocorre por fora, pois tudo ocorre dentro de nós mesmos. 
Na nossa centrada mente egoísta, nossa saudade é sempre a maior, pois é nossa, é aquela que temos o desprazer de sentir, então... Minha saudade agora é a maior, assim como a sua, e está, meu caro leitor, aí do outro lado da tela, com você, que me ajudou e inspirou a escrever. Obrigada por tudo!


By: Jéssica Diniz & Renan dos Santos (http://renansantosg.blogspot.com/)

Nenhum comentário:

Postar um comentário