Se fui criada para o mundo, deixe-me ir em direção à ele.
Eu sempre pensei grande, eu tenho sonhos simples. Eu vivo nas alturas, eu não tiro os pés do chão. Eu não lembro muito dos meus sonhos depois que me desperto, eu sonho acordada. Eu adoro falar, eu falo sozinha. Eu brinco de bonecas, eu jogo futebol. Eu gosto de matemática, eu adoro literatura. Eu faço parte de um grupo, eu sou uma exceção. É tão complicado, e simples. Tão difícil, e fácil. Tão anormal, e normal. Tão sem graça, e engraçado. Ao mesmo tempo tão igual, mas tão diferente... Onde eu me encaixo? Será que eu me encaixo? Com toda sinceridade não sei ao menos se quero me encaixar.
Não é correto ser falsa, mas, se não for da minha vontade, eu farei, porém com o sorriso emitido de minha face não sendo o mais verdadeiro e sensato.
Tenho uma estrela embutida na alma, que talvez ocupe o coração. É o preço que tenho que pagar. Quero brilhar, parece uma necessidade. Quero brilhar, da minha maneira. Quero me tornar importante, lembrada e renomada... Mas fazendo, corretamente, o que eu gosto.
Desculpe-me, mas eu vou... Eu tenho que ir... E não há motivos para se preocupar, eu hei de voltar! Mas, quando eu for, já para não mais voltar, quando eu for, para o plano transcedental, ainda assim estarei ao vosso alcance...
Quando tal hora chegar, peço-vos que avisem os astrónomos: mais uma estrela emanará teu brilho no céu!
"Não peço para ser Entendida, nem ao menos
Compreendida... Quero apenas ser Ouvida!"
By: Jéssica Diniz ☆

