Começou como Produção de Texto, a qual simbolizaria de uma forma geral e não só a visão do autor, mas agora escrevo esse texto diário aos alienados, e os envolvidos que me entendam!
"29 de Setembro de 2011
Querido Diário,
Hoje chegou ao fim o trabalho que tem tomado grande parte do meu tempo e, muitas vezes me impedindo de relatar-lhe, caro amigo, as histórias que me trarão saudades.
Não sei ao certo como me sentir: um alívio, por fim acabar, uma satisfação, pela sensação de trabalho cumprido ou tristeza, pelo sentimento vazio que agora toma conta de mim. Parece-me faltar algo.
Em 'Décadas' descobrimos como é possível pessoas se transformarem, mostrando um brilho e talentos antes inimaginados. Personalidades antes desconhecidas, colega, não só por mim, como também pelos companheiros de classe, foram aparecendo e ganhando seu espaço.
Perdi almoços, madrugadas de sono, finais de semana e... Até mesmo roupas. Ganhei aprendizado, amigos, sorrisos e aplausos. Tudo isso em busca de realizar, pelo menos, uma bela apresentação.
Ao subirmos ao palco e depararmos com todos alunos do primeiro ano, com aqueles brilhantes olhos empolgados, na plateia, prestigiando-nos e aplaudindo-nos, uma angústia e melancolia me tomaram por completo, transformando-se em lágrimas, as quais não pude controlar, pois percebi que há poucos meses quem estava ali sentada, aplaudindo, era eu. Nesse momento compreendi que tudo estava se acabando e que só restava pouco tempo para eu estar dando adeus a todas as sensações que este colégio me proporciona.
Fiquei estressada, com raiva, chorei, briguei, machuquei-me, superei-me, envergonhei-me, achando que nada disso daria certo. Mas no final, ao subir naquele palco e sentir que diversos corações pulsavam, e ainda pulsam, pelo mesmo objetivo, pude perceber que tudo isso valeu a pena. Faria todo esse sacrifício outra vez.
Obrigada por sempre me ouvir. Boa Noite!"
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