Para quem não sabe o que é clichê: vem do francês "cliché" que seria o molde ou vulgaridade que a cada passo se repete com as mesmas palavras. Um chavão, lugar-comum. É, de acordo com um dicionário informal, uma expressão idiomática que de tão utilizada, se torna previsível. Com efeito banal. Desgastou-se e perdeu o sentido ou se tornou algo que gera uma reação ruim, algo cansativo, que não dá o efeito esperado ou simplesmente repetitivo.
Porém... Não quero tratar aqui apenas de clichês. Como o título sugere: quero tratar de um "Clichê Involuntário". Porque clichê por clichê até meu nome é... rs's
Constato que há 3 palavras que por si só merecem o gran prêmio de chavão involuntário do ano, talvez não só do ano, mas... e essas são, ou derivados de tal, "Eu Te Amo"!
Já ficou tão batido ouvir e/ou falar isso que não causa o mesmo efeito. Nos tempos medievais eu acreditaria, sinceramente, se alguém me jurasse amor, até mesmo eterno. Pelo menos eles pensavam no que falavam, não é à toa que é do tempo antigo que vem os "grandes pensadores". Nos tempos remotos não sabemos nem se devemos acreditar no "eu gosto de você".
Como já dizia Augusto, em "A Moreninha": "Sim! esse sentimento que voto às vezes a dez jovens num só dia, às vezes numa mesma hora, não é amor, certamente." Mas é assim que queremos acreditar. E é assim que o Amor é um clichê. Digo involuntário porque já não expressa reais sentimentos. Os termos de baixo calão pelo menos são sinceros, pode até ser que sejam só na hora da raiva, mas são em alguma hora.
Há aqueles que me digam que sou insensível, fria e que amo a ninguém, mas para 'amar' da forma que normalmente vejo as pessoas se 'amando' prefiro mesmo e com muito orgulho exclamar que sou insensível. O meu amor vai além... Não preciso contar-lhe... Não necessito insinuar-lhe... É favorável que apenas seja de forma sincera, e para isso basta-me sentir. Sentir da forma mais pura e discreta que um ser possa encontrar. Talvez em um sorriso, em um olhar... Apensar amar!
Nenhum comentário:
Postar um comentário