Com os olhos evitando cerrarem-se, na escuridão contemplativa das horas perdidas da noite, eu procuro um ponto em que me fixar. A luz da Lua é perfeitamente filtrada por entre a janela do meu quarto e vem aterrizar-se em minha fronte, despertando pensamentos desatinados que perpassam, saem e voltam a matinar dentro de mim.
Me senti perdendo-lhe, escorrendo por entre meus dedos, inundando-me e levando um pouco de mim, no fluxo incessante de sensações que me agonizam. Sem sucesso, tento prender-te a mim, agarrar o vazio, na esperança de moldá-lo a sua imagem, enquanto observo piamente que meus atos não são validados, que estou desmoronando, dando apenas espaço a brusca realidade fria que preenche o meu ser.
(10/02/2014)
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